Apelidos LINHARES e LINHEIRA(s): Os tecidos da comunidade

As abundantes terras para o cultivo do linho (Linum usitatissimum) deixárom umha grande impronta toponímica na comarca de Ordes e, por conseguinte, nos seus apelidos, sendo Linhares o oitavo mais frequente do concelho de Cerzeda. Devem ser essas Linhares descendentes das vizinhas da aldeia de Gesteda chamada igual, e que tem a sua irmá toponímica … Continue lendo Apelidos LINHARES e LINHEIRA(s): Os tecidos da comunidade

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Palhas

Num dos seus deliciosos artigos Moncho Vilar lembrava um encontro de estudantes com Manuel María na Facultade de Filologia da USC[1]. Rematada a conferência, o poeta da Terra Chá preocupou-se de perguntar aos rapazes, um por um, de onde eram. Para a surpresa de Moncho, Manuel María non só sabia perfeitamente onde era que estava … Continue lendo Palhas

Infernos e inferninhos

Na comarca de Ordes existem, quando menos, dous lugares de satánicos nomes: o Penedo do Inferninho[1], em Gorgulhos, e o Rego dos Inferninhos[2], que baixa de Olas cara à Berxa. Além disso, Cabeza Quiles sinala que num “emprazamento claramente inferior ou baixo atópase unha aldea chamada O Inferniño situada na parroquia de Cabaleiros”[3], que nom … Continue lendo Infernos e inferninhos

Ouveios suevos

Aldeia de Recegulfe, em Queijas

Em praticamente todos os nomes de lugar que rematam en –ulfe ou –ufe, ressoam os últimos ouveios dos suevos, já que som topónimos que se devem à antiga palavra germánica wulf ‘lobo’, e se encontram concentrados na Península Ibérica quase exclusivamente no território do antigo Reino da Galiza. O étimo resulta hoje mais do que … Continue lendo Ouveios suevos