Bravas como espinhas

Da palabra latina spinam, com o seu par masculino spinum, derivou umha das famílias toponímicas mais frequentes da lusofonia, com grande presença na comarca de Ordes. Nas freguesias de Leira e Gesteda há sendas aldeias chamadas a Espinheira, que tenhem a sua irmá maior em África, na cidade angolana do mesmo nome, e as suas … Continue lendo Bravas como espinhas

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A flor do codesso

para Pedro de Codesseda Ainda que de pequenos conheciamos perfeitamente a planta do codesso (andavamos a apanhá-la porque Couselo da Portela dizia que era boa para prevenir a peste dos coelhos) sempre faziamos a brincadeira de dizer-lhe “de cu-de-seda” aos amigos de Codesseda, aldeia da freguesia de Leira. Etimologias paródicas à parte, o nome deste … Continue lendo A flor do codesso

Contramaquieiros

para Xoán Carlos, Helena e Patricia O Nomenclátor só cita na comarca de Ordes o topónimo a Maquia que dá nome a umha aldeia de Vila Maior, mas também há outros lugares ou casas que se chamam assim nas freguesias de Buscás, Leira ou Mercurim. As maquias eram os estabelecimentos aos que se levava o … Continue lendo Contramaquieiros

Sempre em Loureda

Os meus bisavôs, diante da casa de Loureda, co meu avô, o Vinculeiro, na esquerda, e tios e primos

ao meu avô, o Vinculeiro de Loureda Sempre se insiste no caráter atlántico do ecossistema galego, quando tradicionalmente os geógrafos, do anarquista Elisée Reclus ao próprio Otero Pedrayo, venhem insistindo em que o que carateriza à Galiza é, mais bem, a sua situaçom de ponte entre o mundo atlántico e o mediterráneo, que se aprecia … Continue lendo Sempre em Loureda

Ouveios suevos

Aldeia de Recegulfe, em Queijas

Em praticamente todos os nomes de lugar que rematam en –ulfe ou –ufe, ressoam os últimos ouveios dos suevos, já que som topónimos que se devem à antiga palavra germánica wulf ‘lobo’, e se encontram concentrados na Península Ibérica quase exclusivamente no território do antigo Reino da Galiza. O étimo resulta hoje mais do que … Continue lendo Ouveios suevos

A dignidade do País do Navo

Há em Albijói um lugar chamado Novás e ainda, na microtoponímia, umhas terras de nome o Noval entre as paróquias de Leira e Buscás. Nom está de todo claro o seu significado, pois poderiam-se referir a duas cousas diferentes. A primeira seria que o tal noval venha do latim novale, derivado de novu ‘novo’, no … Continue lendo A dignidade do País do Navo