Bravas como espinhas

Da palabra latina spinam, com o seu par masculino spinum, derivou umha das famílias toponímicas mais frequentes da lusofonia, com grande presença na comarca de Ordes. Nas freguesias de Leira e Gesteda há sendas aldeias chamadas a Espinheira, que tenhem a sua irmá maior em África, na cidade angolana do mesmo nome, e as suas … Continue lendo Bravas como espinhas

As armas das débeis

Além da aldeia das Raposeiras em Ardemil, há muitos outros zootopónimos referidos à vulpes vulpes por toda a geografia ordense, dando lugar a microtopónimos como: um outro as Raposeiras, no linde entre Pereira e Marçoa, ao Sul do Coto do Lobo; as Raposas em Parada; Fonte Raposeira em Campo; os Montes da Zorra em Messia, … Continue lendo As armas das débeis

O Imperador da nêvoa

O meninho Afonso Raimundes, nado apenas sete anos em Caldas de Reis, foi coroado rei da Galiza no 17 de setembro de 1111 numha cerimónia na catedral de Santiago que pretendia cenificar a coaligaçom entre os dous poderes tradicionais do país: o eclessiástico, representado polo bispo Diego Gelmírez; e o nobiliário, encarnado em Pedro Froilaz, … Continue lendo O Imperador da nêvoa

Santa Martinha das Galegas

Igreja de Sam Martinho de Galegos, em Frades

para Montse Contam-se, tam-só no distrito de Lisboa, as localidades de São Bartolomeu de Galegos, Casais, Casais Galegos, Aldeia Galega da Merceana, a Póvoa da Galega e mesmo umha Galiza… Topónimos semelhantes repetem-se polo resto de Portugal1, pola Espanha2 (às vezes num tom despetivo) e por médio mundo3. A explicaçom é clara: referem-se à nacionalidade … Continue lendo Santa Martinha das Galegas

Onde o mundo se chama Vila Gudim

Casa em Vila Gudim de Lesta

para Ramón Muñiz Dizia Eduardo Iglesias Regueiro que tinha umha grande curiosidade por conhecer a origem de Vila Gudim, aldeia de Lesta que, quando Eugénio Carré Aldao escrevera o seu contributo para a Geografía General del Reino de Galicia, era a mais grande da paróquia, com 84 habitantes1. Também devia ter essa curiosidade o carteiro … Continue lendo Onde o mundo se chama Vila Gudim

O apelido SILVEIRA

“É longa, longa como a soga; e tem dentes, dentes como a loba” Adivinha popular De Lope de Vega a Góngora, os escritores castelhanos do Século de Ouro, carregados de galegofobia, descrevêrom umha e outra vez o Reyno de Galicia com metáforas político-vegetais que jogavam com as palavras “maleza e malícia”, para ridiculizar um país … Continue lendo O apelido SILVEIRA

Contramaquieiros

para Xoán Carlos, Helena e Patricia O Nomenclátor só cita na comarca de Ordes o topónimo a Maquia que dá nome a umha aldeia de Vila Maior, mas também há outros lugares ou casas que se chamam assim nas freguesias de Buscás, Leira ou Mercurim. As maquias eram os estabelecimentos aos que se levava o … Continue lendo Contramaquieiros

Sempre em Loureda

Os meus bisavôs, diante da casa de Loureda, co meu avô, o Vinculeiro, na esquerda, e tios e primos

ao meu avô, o Vinculeiro de Loureda Sempre se insiste no caráter atlántico do ecossistema galego, quando tradicionalmente os geógrafos, do anarquista Elisée Reclus ao próprio Otero Pedrayo, venhem insistindo em que o que carateriza à Galiza é, mais bem, a sua situaçom de ponte entre o mundo atlántico e o mediterráneo, que se aprecia … Continue lendo Sempre em Loureda